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  • Wilson Reis

Paciência

“Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos” Jesus (Mateus, 5:5-9)

Um passo importante no nosso processo evolutivo é nos tornarmos cientes das nossas possibilidades. Nesse campo, destaca-se o que poderíamos chamar de “a ciência da paz”, que se ocupa em definir o que é a paz, demonstrar quais os resultados do cultivo da paz e até nos instrui de como exercitar o cultivo da paz. Porém, enquanto esse conhecimento ficar apenas no nível da informação, nenhuma modificação efetiva se operará em nós.

Se não sentirmos os resultados do cultivo da paz em nós continuaremos os mesmos. Ainda que estejamos convictos da necessidade de trilhar o caminho da paz, de pavimentá-lo com dedicação, persistência e muita atenção, mesmo a ponto de recomendar esse caminho aos outros, poderemos não estar dispostos a viver em paz.

Vivemos numa velocidade nunca vivida antes, devido aos múltiplos meios de comunicação que podem nos colocar em contato com tudo o que está acontecendo no mundo fora de nós, mas contribuindo para perdermos o contato conosco mesmos.

Agitados por ter que dar conta da vida e mostrar ao mundo do que somos capazes, nos distanciamos de nós mesmos, das nossas competências e do que viemos fazer no mundo. Até quando? Até percebermos que, o que fazemos fora de nós deverá produzir paz em nós e em torno de nós, sendo um resultado do cultivo da paz na nossa intimidade.

“Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou” (João, 14:27-31), sim Jesus se referia à paz do dever cumprido, a paz que é própria de quem internalizou em si a paz. Para isso, será necessário exercitar a paz interior nos variados momentos que a vida nos enseja. Assim, será possível experienciar a paz íntima e ficarmos verdadeiramente cientes da paz. Desse modo, começaremos a trilhar o caminho da “paz ciência”, próprio de quem sabe que esse é o estado mais inteligente e produtivo de se viver. Assim, é possível viver com um pouco mais de paz na alma, paz experienciada em cada oportunidade vivida, sem termos que abrir mão dos nossos propósitos de servir ao bem.

Todos podemos exercitar a paciência, experimentar outro jeito de viver, cada um no seu nível. Pode-se começar “dando mais que um boi” para não entrar na briga, e com o tempo, perceberemos que é mais prudente dar a boiada toda para permanecer em paz.

Uma vez estando ciente da paz, por ter encontrado paz dentro de si, a criatura humana poderá viver com mais autonomia, com mais liberdade para ser feliz, não mais ficando presa aos condicionamentos do “olho por olho e dente por dente”.

Mesmo assim, para manter-se nesse caminho de paz e harmonia, de conquista de serenidade, será necessário aprender a ficar atento a todas as chances de exercitar autodomínio e confiança na Lei Divina que rege tudo no Universo. A alegria proporcionada pelos momentos de paz nos levará a viver em plenitude e a usufruir de cada instante como único na Terra e a nossa paciência não terá limite porque nossa paz não terá preço.

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