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  • Wilson Reis Filho

A sintonia da prece

“Quando orares, entra para o teu quarto, feche a porta e ora ao teu Pai em segredo. E teu Pai que sabe o que ocorre em segredo, recompensar-te-á.” ( Mateus, 6: 6)

Orar vem de “oris”, que em latim significa abertura, boca. Orar a Deus então é abrir-se, ir ao encontro da realidade divina na nossa intimidade, onde afirmou Jesus encontrar-se o Reino de Deus, o qual deveria ser procurado primeiro, antes de tudo. (Mateus, 6: 33)

Mas, a nossa mente habituou-se a distrair-se, a prestar atenção em múltiplas coisas ao mesmo tempo. Distraídos, não percebemos que as emoções estão ligadas aos condicionamentos gerados pelas nossas reações a tudo que temos considerado ameaça. Esses condicionamentos e a realidade instintiva estão em nível subconsciente em nossa mente. Distraídos, não percebemos que os obstáculos são oportunidades para desenvolver superação, e não representam ameaça.

É necessário desenvolver a atenção para melhor refletir sobre como estamos usando o tempo e os demais recursos disponíveis para que brilhe a nossa luz. Pois, como disse Paulo aos Efésios, “somos filhos da Luz e deveremos andar como filhos da Luz”. (EFÉSIOS, 5: 8)

Ao permanecer distraídos, continuaremos sem perceber a causa da nossa agitação e do nosso sofrimento, reforçando apenas nossas reações de apego ou aversão diante de todos os acontecimentos da vida.

Além dos cuidados para preservar a vida física, podemos dedicar alguns momentos para desenvolver a vida interior, vida verdadeira e em abundância no entendimento de Jesus (João, 10:10). Por isso, recomendou-nos entrar para o nosso quarto. Esse quarto não é o aposento onde dormimos, é a nossa intimidade. Fechar a porta significa libertar-se, momentaneamente, dos condicionamentos que nos levam a viver como se só existisse o mundo físico, para entrar em sintonia com a realidade Divina no nosso íntimo. Para melhor orar, será mais producente antes ”olhar” para tudo o que pode nos distrair, convidando-nos a deixar essa decisão, como estando de passagem, e deixar passar, sem a costumeira reação de apego ou aversão, já que tudo é transitório, naturalmente impermanente.

Nesse momento de intimidade com o que há de Divino em nós, entramos em sintonia com o criador de tudo quanto existe no Universo, e como recompensa estaremos vivendo um momento de harmonia, serenidade e paz.

A frequência e a regularidade desses momentos de confiança plena em Deus desenvolvem em nós a sintonia com a nossa origem Divina, possibilitando-nos a vigilância necessária que mantem a sustentação necessária para superar qualquer obstáculo que a vida na Terra nos ofereça.

Assim, sintonizados com a vontade do Criador entenderemos Jesus quando disse “Eu e o Pai somos um”. (João, 10 : 30)

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