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  • Wilson Reis

Servir a Deus ou a Mamom?

Não se pode servir a Deus e a Mamom

Jesus (Lucas,16:13)

Em todos os reinos da natureza os seus componentes cumprem seus papeis servindo como “engrenagens” necessárias para a preservação da harmonia. Assim funciona do micro ao macrocosmo. E nesse Universo está inserido o ser humano, que, estando no topo da evolução biológica na Terra, conquistou a capacidade de raciocinar, de pensar, podendo agora fazer escolhas e entender os resultados decorrentes das suas ações.

No entanto, devido às “marcas” da sua ancestralidade animal, o homem, ainda na sua infância espiritual, comporta-se movido pelo medo ou pelo prazer, agitando-se diante do menor contratempo, desenvolvendo assim, novos condicionamentos, aos quais passa a servir, as mais das vezes, sem dar-se conta. São implicâncias, caprichos, necessidade de ser reconhecido, de ser servido, em função do grau de ameaça com que vê os acontecimentos naturais da vida, como se o que lhe acontecesse fosse para o destruir e não para sua construção, segundo a sábia Lei Natural, na qual nada é sem sentido.

Muitas existências gastas fugindo do que é desagradável ou ameaçador como se, em essência, pudéssemos sofrer algum prejuízo, desenvolveu-nos o hábito de esperar sempre o pior, distantes da possibilidade de viver como quem já pode perceber que tudo está sob controle. Sem o entendimento de como funciona a Lei Divina ou Natural, não há como estarmos inseridos na vida de maneira harmônica e construtiva. Exigiremos ser servidos, nos apresentaremos como vítimas dos acontecimentos que serviriam para o nosso despertar, e para a gradual libertação da ignorância que nos impede de experienciar cada momento como oportunidade única.

Ocorre que os hábitos antigos, desenvolvidos ao longo de várias existências, devido às reações de apego em algumas circustâncias, e aversão em outras, critalizaram-se em nosso jeito de ser, a ponto de termos dificuldade de imaginar como seria libertador livrarmo-nos desse jugo.

É impossível servir a dois senhores, concordando com a parábola examinada, mas, em cada instante da nossa existência teremos uma nova oportunidade de escolher a quem servir, e já que, só se pode agir no momento presente, fica mais fácil entendermos que só é possível servir a um senhor a cada momento presente. Não havendo como, portanto, servir a Deus e à Mamom.

Diante de uma lembrança, um pensamento, algo que os nossos sentidos físicos registrem, nossa reação será imediata e a correspondente emoção também, segundo um padrão que nos caracteriza. Reforçamos assim, a ilusão de que, ao controlarmos os eventos externos sofreremos menos e garantiremos alguma felicidade. Mas, o único acréscimo que o ser humano tem obtido é o da sua ansiedade, a ponto de a Organização Mundial da Saúde advertir que a ansiedade será o mal da Humanidade, se já não o é.

Servir não é uma opção, mas, temos a possibilidade de escolher a quem servir quando já nos conhecemos o suficiente para perceber a quem estamos servindo quando chega à nossa mente qualquer pensamento ou registro dos nossos sentidos. Para tanto, haverá necessidade da criatura ir ao encontro de si mesma, do que é Divino na sua intimidade, do que se encontra latente em cada um de nós, para desenvolver maior percepção da verdade. Utilizando a ferramenta do recolhimento, a alma conquistará a serenidade que poderá propiciar maior percepção de si mesma, da grandiosidade que é ser filhos da Luz.

Servir ao bem tem começo na nossa intimidade, mas transborda nas nossas ações, e ao persistirmos em escolher o bem, não veremos mais sentido em viver de outra forma que não seja caminhando na direção da autonomia que confere paz e felicidade duradoura.


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